Protetor solar infantil
Chegou o verão, a estação do ano preferida das crianças! Como ele vem em período de férias escolares, com pequenas e pequenos cheios de horas livres para brincar – e normalmente passando mais tempo a céu aberto! Consequentemente, aumenta o período de exposição ao sol, o que exige o uso do protetor solar infantil.
Protetores solares, sejam para adultos ou crianças, têm a função de proteger a pele da exposição solar. Quando comparado a de um adulto, a formulação de um protetor solar infantil é diferente principalmente por causa da imaturidade da barreira cutânea da criança. Quem me acompanha aqui pelo blog ou pelo Instagram talvez se lembre do texto sobre cuidados com a pele do bebê, quando informei que ela tem aproximadamente 20% da espessura da de um adulto sendo que, na parte mais externa da epiderme, o estrato córneo, as células são muito menos compactadas.
Entre os dois e 12 anos, a barreira cutânea vai ficando mais parecida com a de um adulto, mas em termos de espessura a pele ainda é considerada fina. É só no final da adolescência, com a atuação dos hormônios típicos da puberdade, que tanto a epiderme quanto a derme ficam mais espessas e resistentes.
Funcionamento dos protetores solares
Nunca é demais lembrar da função de qualquer protetor solar, seja de uso adulto ou infantil: proteger a pele das radiações ultravioleta, tanto a A quanto a B.
De acordo com a resolução nº 30 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, protetores solares comercializados no Brasil devem apresentar proteção contra raios UVA e UVB sendo que a proteção contra a radiação UVA deve ser pelo menos um terço da proteção contra raios UVB. Daí vamos parar um pouquinho para analisar os rótulos.
O número pelo qual identificamos um protetor normalmente é o do Fator de Protetor Solar, conhecido pela sigla FPS. Ele indica a proteção contra raios UVB, informando a quantidade de vezes que a sua pele estará mais protegida contra essa radiação. Em outras palavras, se você usa adequadamente um protetor solar de FPS 30, sua pele está 30 vezes mais protegida contra a radiação UVB.
Usando o mesmo exemplo, se o Fator de Proteção Solar é 30, isso significa que a proteção contra raios UVA é de, pelo menos, 10. Em outras palavras, sua pele estará 10 vezes mais protegida contra a radiação UVA. Não é incomum encontrar, nas embalagens dos protetores, a indicação da proteção contra raios UVA associada à sigla PPD, do termo em inglês Persistent Pigment Darkening – em português, Escurecimento Pigmentar Persistente. Aqui no país, ao invés da PPD, muitos fabricantes usam a sigla FPUVA (fator de proteção contra raios UVA).
Protetor solar infantil: quais cuidados observar
O Brasil é um país tropical e, sendo assim, a incidência da radiação solar é intensa ao longo de todo ano, chegando a momentos extremos no verão. Dessa forma, independente do tom da pele da pequena ou pequeno, é fundamental que o protetor solar infantil tenha, no mínimo, Fator de Proteção Solar (FPS) 30.
Bebês menores de seis meses não devem usar protetor solar. Como a pele é muito fina e com alta capacidade de absorção, não se sabe quais os efeitos da absorção dos componentes químicos. Sendo assim, até os seis meses, deve-se evitar a exposição direta do bebê ao sol. Caso seja necessário, o horário entre 10h e 16h deve ser preferido e o bebê deve usar proteção física: roupas com proteção contra radiação ultravioleta e chapéu.
A absorção pela pele é uma preocupação em crianças, diante dos disruptores endócrinos e sua ação nas crianças. Cosméticos que possuem em sua composição ftalatos ou parabenos devem ser evitados. Prefira sempre produtos infantis sem disruptores endócrinos. Os filtros solares físicos são mais seguros, pois são feitos de substâncias que não são absorvidas pela pele.
Além disso, é importante tomar cuidado com as embalagens compostas por BPA, uma vez que seus fragmentos podem se transformar em microplásticos que trazem impacto para a saúde infantil.
Já há no Brasil marcas de protetor solar infantil e outros cosméticos ou produtos de higiene para crianças que são feitos com ingredientes seguros, sendo que várias delas vendem pela Internet e entregam aqui em Sete Lagoas. Sejam eles ou os tradicionais, sempre procure nas embalagens os selos BPAfree – ou seja, sem BPA – e free HDPE, que significa que o produto não tem DEHP, um tipo de ftalato comum em protetor solar infantil e outros cosméticos para crianças.
O verão é uma época propícia ao desenvolvimento de doenças da pele, não só pela exposição solar mas também a fatores alergênicos, como areia e a poluição que aumenta em praias mais cheias – condições que favorecem a manifestação, por exemplo, da dermatite atópica. Se você está planejando viajar para o litoral com seus filhos e quer estar mais prevenida contra as condições do verão, faça contato e agende uma consulta! Vamos conversar sobre o protetor solar infantil e outras ações para proteger as crianças dos riscos do verão!
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